No Caderno de Esportes do Jornal da Tarde de ontem, 23/2, o Deputado Fernando Capez falou sobre o que é necessário fazer para a diminuição das brigas entres as torcidas organizadas. Para Capez, a realização de jogos com torcida única mostraria a incapacidade de se cumprir o Estatuto do Torcedor. Veja abaixo a íntegra da matéria assinada por Paulo Favero.
Mudanças à vista Paulo Favero, paulo.favero@grupoestado.com.br
Jornal da Tarde
O Deputado Estadual Fernando Capez quer garantir os direitos dos consumidores nos estádios de futebol e com isso, segundo ele, diminuir os episódios de violência. “Você tem duas alternativas para prevenir as brigas nos clássicos. A primeira, indesejável, é o jogo de uma torcida só. A segunda, que eu considero ideal, é fazer cumprir o Estatuto do Torcedor, de maio de 2003, que manda numerar todos os lugares do estádio. Fiz um projeto de lei para dar possibilidade de cumprir isso”, explica.
Ele discorda do Promotor Paulo Castilho, que ontem, mais uma vez, defendeu que, se houvesse apenas a torcida de um dos times nos clássicos paulistas, não haveria confusão. “A torcida única resolveria o problema porque desta forma não teria o encontro de torcidas nos trajetos que as levam até os estádios”, afirmou Castilho.
Para Capez, ter torcida única mostraria a incapacidade de se cumprir o Estatuto do Torcedor. “É muito mais fácil organizar a partida com ingressos numerados. Temos de investir no respeito ao consumidor”, diz Capez. Segundo o Deputado, em todos os setores do estádio, pelo menos nos jogos de futebol profissional da primeira divisão em São Paulo, só poderia haver torcedor se todos os lugares fossem numerados. “Se não tiver, não será expedido o laudo técnico para o estádio.”
Ele explica que os ingressos têm que ser numerados e corresponder a uma cadeira específica. “Os organizadores do espetáculo são responsáveis por garantir isso e, se não fizerem, terão de devolver o valor do ingresso em dobro. Mas para isso seria importante dividir o estádio em áreas menores, com fiscais que garantissem o lugar das pessoas.”
Além da punição a quem promove a partida, ele também propõe uma multa aos torcedores que insistirem em ficar fora de seu lugar numerado. “Quem sentou em lugar errado será multado. E precisamos ter juizados especiais, não só criminais, mas também cíveis, para resolver as questões de defesa do consumidor”, conclui.
FONTE: Delmíndia Costa Mtb 27865